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domingo, 24 de junho de 2012

Não alimente as suas limitações!!!

Lembro de inúmeros momentos na minha vida que desisti de algo por acreditar que eu não conseguiria. As vezes por ter fracassado uma única vez, e ser fortemente contida por um medo de tentar outra vez em vão. Creio que eu não seja a única no mundo em passar por situações parecidas...
Mas se pararmos pra pensar, quantas pessoas com limitações físicas e mentais, alcançam suas metas mesmo com grandes obstáculos?!

Que a prática de exercícios físicos é indispensável na vida de qualquer um, o mundo inteiro já sabe, e essa regra se estende a absolutamente todos, ajudando também sua saúde mental. Lendo um pouco sobre portadores de necessidades especiais, percebi o quão tola eu fui em todas as vezes que pensei que não conseguiria algo, mostrando claramente que a maioria de nossas limitações vem mais do nosso psicológico.
Essas atividades feitas regularmente, podem proporcionar inúmeros benefícios aos cadeirantes, contribuindo com a agilidade de seus reflexos, aumentando sua intimidade com o manuseio da cadeira de rodas, além de melhorar sua coordenação motora. Pesquisas afirmam também que por um outro lado, melhora seu desempenho social, sua auto-estima e em alguns casos, há um controle da agressividade. 
O esporte definitivamente é para todos, com várias possibilidades.
As Paraolimpíadas, pra quem não conhece, deu início no fim da Segunda Guerra em 1945 na Inglaterra, inicialmente para reabilitação dos atingidos em suas batalhas. Hoje, vem sendo realizado por muitos para um bem estar físico, além de encarar os desafios cara a cara, se mostrando fortes e capazes de superar as desmotivações e complicações rotineiras. 
Com todas as suas dificuldades e limitações, se unindo com pessoas que sofrem do mesmo..além de ser lindo de ver, nos faz enxergar o erro que cometemos dia após dia em desistir de objetivos pelo simples pavor do 'fracassar'.

Algumas modalidades das Paraolimpíadas são:
  • Ciclismo

São surpreendentes os relatos de ciclistas com ausência da visão, em suas bicicletas duplas sendo guiados na direção e também os cadeirantes que usam a força dos braços para realizar esse tão belo esporte!                                                           
  • Natação

Confesso que teria medo..mas definitivamente essa palavra não existe no vocabulário deles! Desprovidos de alguns membros e mesmo dessa forma mergulhando em águas de uma piscina com o único intuito de chegar do outro lado. Simplesmente fantástico.
  • Rugby

O Rugby é um esporte maravilhoso, e apesar de sofrer uma rejeição sendo visto como 'perigoso', ele que preza integração dos participantes, disciplina, trabalho em equipe, lealdade e respeito. Além disso recebe em campo qualquer biotipo, desde o mais altinho e magrinho, quanto o mais baixinho e gordinho!! E porque não também aqueles com outras barreiras físicas? Os cadeirantes também tem seu espaço no Rugby, uma modalidade que deixa de lado o preconceito, abraçando todos que queiram participar. Lado a lado com aquele que quer vencer diferenças e mostrar que também tem seu lugar dentro do jogo.
  • Tênis
Fotos de um espetáculo em Teixeira de Freitas - BA, tenistas da seleção Paraolimpica Brasileira mostraram que com determinação eles são mais fortes do que qualquer dificuldade.

Além de muitos outros como: judô, futebol, handebol, natação, basquete, hipismo..se for falar de todos passo a noite inteira aqui!! 



As Paraolimpíadas está longe de uma básica competição voltada só ao objetivo de ganhar medalhas e títulos, acima disso está no exemplo que cada um deles nos passam, mesmo para a pessoa que não se vê como uma atleta, mas percebe que temos que ter coragem pra enfrentar tudo e que com esforços podemos sim conquistar objetivos que no imaginário está como inalcançável. Eles tiveram suas competições internas para superar e vencer no esporte, criando confiança e vencendo também na vida.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Dia dos namorados, um romance com platéia.


Dia dos namorados, um dia em que todos os casais são fiéis, apaixonados e felizes..onde o mundo se faz cor de rosa, cheio de romantismo e palavras doces...'você é o amor da minha vida..', 'não sei como consegui viver tanto tempo sem você..', 'você é o ar que eu respiro!'
Aii o amor é tão lindo *-*

Ahh, pára né?! PÁÁÁRAA!!!

Pra mim não passa de um dia em que a maioria se comporta como fantoches, agindo de forma 'adequada' diante a sociedade, com juras de amor eterno, quando na verdade boa parte não dura nem 2 meses.
Ou melhor..declarações amorosas e eternas daqueles que gostam de mostrar pra toda rede social, que ontem estavam brigando, depois separaram..e hoje voltaram, e bem provável que amanhã aconteça um novo ciclo!

'Fulaninho passou de um relacionamento sério' para 'solteiro'.....
4 horas depois,
'Fulaninho passou de solteiro' para um 'relacionamento sério'.
Sério??

Dia 12 de junho é um dia como outro qualquer, o que muda é que todo mundo resolve disputar qual o relacionamento mais feliz e mais cheio de amor. Por que não basta só viver isso entre o casal, tem que externar sentimentos efusivos, e que na maior parte das vezes é tudo mentira e não passa de um comodismo barato de cada um da relação.
Sem contar também que é a oportunidade do mercado, aproveitando pra vender tudo e mais um pouco, e arrancar até o último centavo e a alma do cliente. Certo eles..

Bom, não sou do tipo 'anti-dia dos namorados' o que também acho ridículo, eu fico muito feliz por sua relação. E também acho muito bom amar e ser amado, sem soar piegas haha, só não acho que deveríamos nos vender a esse dia. E muito menos, mostrar pra todo o mundo o seu relacionamento perfeito, quando nos outros dias deixar claro que ta uma merda.
É importante pra você esse dia? Ok, viva ele com seu bofe e seja feliz. Mas não precisa jogar isso aos 4 ventos, se quer saber..é até deselegante.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Livros de Auto Ajuda



'Uns sapatos que ficam bem numa pessoa são pequenos para uma outra; 
não existe uma receita para a vida que sirva para todos.'
Carl Jung 


Sempre bato na mesma tecla!!! Chega de livros de auto-ajuda!!

Não é que eu não goste...aliás é sim..!
Fico me perguntando o porque que as pessoas acham que o mesmo destino de um relacionamento, de interações familiares, problemas de auto-estima, dentre muitos outros, serão iguais aos da vizinha, da amiga ou da tia do coleguinha do primo do filho de não sei quem...
Não, não será...todos nós temos vidas diferentes, pensamentos diferentes, vida social diferente. Como diz a frase que iniciei, não existe receita de uma felicidade universal!
É até irônica a lavagem cerebral que fazem pra convencer uma pessoa, que aquele livro magnífico vai mudar absolutamente tudo em algumas páginas. O marketing é tão grande, que faz você acreditar de verdade que pra ter a felicidade extrema você precisa daquele livro, ao contrário viverá uma vida vazia, sem sentido e miserável.
Não julgo quem goste, eu respeito você de verdade, mas todo mundo tem problemas, e acredite, não existe motivos pra ter vergonha em procurar uma ajuda profissional. Mas se caso você goste de verdade e me diga que não vai abrir mão disso, ok..mas procure também outras alternativas, o resultado pode ser melhor do que imagina.

Busque seu próprio caminho, só assim você vai conhecer suas necessidades, saber do que gosta, do que não gosta. Saber até onde você consegue chegar..seu próprio limite.
Acho que as pessoas deveriam se conhecer ao invés de procurar respostas prontas que não existem.


sábado, 2 de junho de 2012

O Menino do Pijama Listrado


O filme 'O menino do pijama listrado', nos apresenta uma parte da segunda guerra, vista pelos olhos de um garoto de 8 anos. Bruno, é uma criança, pura, ingênua e totalmente alheia do caos mundial, mesmo sendo filho de um comandante nazista. Quando sua família é obrigada a se mudar, por conta do trabalho do seu pai, ele é afastado de todos os seus amigos e se vê sozinho na sua nova casa. Por ser muito curioso Bruno começa a explorar os arredores na esperança de alguma diversão, principalmente um lugar em que ele acreditava que fosse uma fazenda onde todos usavam pijamas. Pra sua grande satisfação, encontra Shmuel, um garoto judeu da sua idade, que com o passar do tempo e vários encontros escondidos, cresce uma amizade sincera e proibida.

Não tenho palavras pra dizer o quanto esse filme é emocionante, uma história que te prende do início ao fim. Mostrando uma triste realidade, esse romance não poderia ter um outro desfecho que mostrasse a fidelidade e coerência da história desde o começo. O filme em si, não quis mostrar o Holocausto de fato, e sim, as consequências que o nazismo trazia e em particular para essa família alemã abalando toda sua estrutura.
Dentre inúmeras passagens do filme, o que me choca, é como a inocência de uma criança era roubada sem dó nem piedade, eles eram obrigados a vivenciar dia após dia uma guerra. O judeu Shmuel, que tem sua infância tirada virando um escravo em Auschwitz e sentindo diariamente a dor de perder aos poucos cada membro de sua família, e também o Bruno que vive em um lar agressivo e sozinho, descobrindo pouco a pouco a realidade da vida fora das paredes da sua casa.

Tenho que confessar que chorei rios com esse filme, e me fascina a forma que foi escrita a história sem sentimentalismo barato. Comovente em sua própria narração trágica, sem forçar de forma vazia as sensações.
O surpreendente final não vou dizer, e espero que cresça uma curiosidade em vocês.
É um filme que recomendo a todos com muita pipoca e eventuais lencinhos..haha

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Atenciosamente, Desabafo.



As vezes me escondo por medo, as vezes por um desejo de apenas ficar só.
Em meio ao silêncio, a solidão me afoga em palavras, em tormentas e pensamentos. Me sinto como se estivesse descendo cada vez mais em zonas desconhecidas de um oceano.
São desabafos demais, conversas demais, segredos demais, e cada vez mais eu desabo na imensa escuridão azul.
Pergunto-me com frequência: 'Qual é o meu limite?' Mas não encontro a resposta dentre tantas outras perguntas. Eu sinto cansaço. Cansaço mental. Minha mente pede por sossego, ela grita, esperneia, mas só eu escuto ela ficar rouca, por conta de pedidos frívolos de ajuda.
E o meu sentimento? Inefável, inarrável, indescritível. São tantas incertezas, que mal cabe em mim, estou perdida, estou perdida no meu próprio labirinto, que vem sendo construído há um tempo e só agora percebi.