'Ela acordava nadando na cama, aos gritos, afogando-se no mar de lençóis. Do outro lado do quarto a cama que fora destinada a seu irmão flutuava nas trevas feito um barco. Aos poucos, com a chegada da consciência, parecia afundar até o chão. Essa visão não ajudava em nada e em geral, passava-se um bom tempo antes dos gritos passarem.'
Markus Zusak - A menina que roubava livros
Quem nunca teve um pesadelo, que atire a primeira pedra!
Noite após noite somos vítimas de sonhos e pesadelos, em sua maioria, histórias mirabolantes, começando por exemplo em um Spa no deserto do Saara e finalizando na sua casa em uma grande festa..ou até mesmo histórias estranhamente assustadoras, as vezes ao acordar não nos lembramos, mas é bem provável que um dos dois (ou até mesmo os dois) apareceu. Quando criança, temos a visão de bicho embaixo da cama, dentro do armário, figuras horrendas vindo até nosso encontro com a única finalidade de nos assustar, depois de um tempo nosso medo é guiado por outras variáveis.
Sigmund Freud, nos diz que os sonhos nada mais são que nossos desejos mais ocultos. Os pensamentos que durante o dia conscientemente não aparecem e a noite vem a tona. Unindo lembranças ocorridas durante o dia-a-dia e voilá aí está a 'receita' de um sonho.
- Então Sr. Freud, tenho o desejo de me assombrar quando tenho pesadelos?
Em suas teorias ele afirma que nossos desejos em um bom e considerável número de vezes, nos leva mais ao 'inferno' do que ao 'céu'! Em tudo há dois lados da moeda o seu subconsciente só tem o trabalho de condicionar. Momentos de fúrias ou desesperos, nos fazem pensar em coisas indevidas, desejos incontroláveis..dessa forma é um 'passe livre' pra juntar cenários e histórias. Coisas proibidas, agressivas e nem um pouco sociais precisam da noite pra entrar em ação.

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